O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta sexta-feira (22) que as movimentações das tropas americanas na Europa não representam uma ação punitiva em relação à Otan. Em suas palavras, Os Estados Unidos mantêm compromissos globais que exigem reavaliações constantes sobre a alocação de suas forças militares, enfatizando que se trata de um processo contínuo já existente.
Rubio fez esses comentários enquanto chegava a uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan em Helsingborg, na Suécia. Sua declaração surgiu após o presidente Donald Trump ter anunciado o envio de 5 mil militares para a Polônia, cancelando anteriormente a previsão de enviar 4 mil para o mesmo país.
A administração de Trump tem criticado aliados da Otan pela falta de apoio nas operações no Oriente Médio. Em um contexto mais amplo, no início de maio, foi decidida a retirada de 5 mil tropas alocadas na Alemanha, após declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, que afirmou que Os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” no atual conflito naquela região.
Rubio também mencionou que a frustração do presidente com alguns aliados da Otan e suas respostas às operações americanas no Oriente Médio estão bem documentadas, mas que essas questões devem ser tratadas em um nível mais elevado, como na cúpula dos líderes da Otan programada para 7 e 8 de julho em Ancara, na Turquia.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, comentou positivamente sobre o envio de soldados à Polônia, destacando a importância de uma Europa e uma Otan mais robustas, com o objetivo de reduzir a dependência de um único aliado, Os Estados Unidos, ao longo do tempo.
A recente viagem de Rubio para a reunião é vista pela imprensa americana como uma segunda “missão” para mitigar tensões em menos de um mês. Anteriormente, ele se encontrou com o papa Leão XIV no Vaticano e com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, em Roma, após críticas feitas por Trump a ambos.




