Um ataque de drones realizado pela Ucrânia contra a infraestrutura militar e industrial nas proximidades de Moscou, considerado o mais intenso desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, provocou a paralisação das operações nos quatro principais aeroportos da capital russa. Além disso, o ataque resultou em danos em áreas residenciais e no registro de pelo menos três mortes, além de 15 feridos, a maioria funcionários de uma refinaria.
Os danos e fatalidades, em alguns casos, não foram consequência do impacto direto dos drones, mas sim pela queda de destroços de artefatos que foram destruídos pelas defesas antiaéreas russas. O governador da região de Moscou, Andrei Vorobiov, informou que uma mulher faleceu após um drone colidir com uma residência, enquanto dois homens perderam a vida quando restos de um drone caíram sobre uma construção.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, revelou que 81 drones foram abatidos durante a noite e um total de 120 nas últimas 24 horas. Antes desse ataque, o maior registrado nos arredores da cidade havia utilizado 65 drones, em março deste ano. Repórteres relataram que entre 4h e 6h (horário local) deste domingo, foram ouvidas mais de 20 explosões em áreas próximas ao aeroporto de Domodedovo, que teve suas atividades suspensas, assim como os outros aeroportos.
Os destroços de um drone também atingiram o aeroporto de Sheremetyevo, mas a administração do local esclareceu que a queda ocorreu em uma área distante dos terminais e pátios de aeronaves. Além da capital, a Ucrânia também direcionou drones contra alvos militares russos em outras regiões. O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que, entre a noite de sábado e a manhã de domingo, 556 drones ucranianos de asa fixa foram destruídos em 14 regiões do país, além da península da Crimeia e dos mares Negro e de Azov.
Na Crimeia, o governador Mikhail Razvozhaev relatou que restos de um drone abatido caíram na área. Em contexto mais amplo, o papa Leão XIV fez menção à guerra na Ucrânia durante sua oração dominical do Regina Caeli, expressando preocupação com os bombardeios que afetaram Kiev e outras cidades, incluindo um ataque a um comboio humanitário das Nações Unidas na região de Kherson. O pontífice enfatizou o sofrimento do povo ucraniano e pediu pela prevalência da paz em vez da guerra.




