O presidente da França, Emmanuel Macron, fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra contra o Irã. Durante uma entrevista coletiva na Coreia do Sul, ele se manifestou contra a ideia de uma operação militar para reabrir o Estreito de Ormuz, que está praticamente fechado pelo regime iraniano devido ao conflito. Macron declarou que essa abordagem é "irrealista" e que qualquer ação militar deveria ocorrer apenas após um cessar-fogo e a retomada das negociações com o Irã.
Macron também afirmou que a França não participará do conflito e questionou a seriedade das operações em andamento, ressaltando que, se o objetivo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, a estratégia atual não é eficaz. Ele argumentou que a experiência em assuntos nucleares e as instalações secretas do Irã continuam a existir, e uma ação militar breve não resolveria a questão nuclear a longo prazo.
O presidente francês também criticou Trump por suas declarações contraditórias, dizendo que, para ser sério, é necessário manter uma posição coerente. Trump, por sua vez, havia cobrado os aliados europeus a ajudarem na reabertura do estreito e afirmou que os EUA não estariam mais disponíveis para ajudá-los, sugerindo que eles deveriam buscar seu próprio petróleo.
Além disso, Trump acusou o governo da França de não permitir que aviões americanos transportassem suprimentos militares para Israel através de seu espaço aéreo, afirmando que os EUA se lembrariam disso.




