O reencontro de Lula com a Vila Euclides, local que marcou o início de sua trajetória política, ocorreu neste domingo (16), quando o ex-presidente voltou ao gramado do Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo. Quarenta e sete anos se passaram desde que, aos 33 anos, ele se dirigiu a uma multidão de metalúrgicos em greve, em 1979, em um momento emblemático da luta pela redemocratização do Brasil.
Na ocasião, Lula, agora com 80 anos e três vitórias em eleições presidenciais, lançou oficialmente sua candidatura à reeleição para 2026. Frente a um público estimado em 40 mil pessoas, de acordo com a contagem da própria campanha petista, ele expressou sua emoção ao recordar o passado. "A emoção de hoje é uma emoção ímpar. É uma emoção que estou sentindo muito mais forte do que a que senti em 1979, aqui mesmo neste estádio", afirmou.
O evento contou com a presença de antigos companheiros de luta e aliados políticos, além de telões que exibiam imagens emblemáticas. As demonstrações de apoio foram intensas, com cantos que exaltavam Lula e o uso de bandeiras do Brasil, do PT e de movimentos sociais. Desde horas antes do ato, uma multidão aguardava ansiosamente para entrar no estádio, enquanto discursos de figuras como a primeira-dama Janja da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, animavam os presentes.
Apesar do tom exaltado das falas, a mobilização do público parecia moderada. Os discursos visavam reafirmar Lula como uma figura central no futuro do país, fazendo referência a um Brasil que precisa ser reconstruído. O ex-presidente mencionou que, em 2026, o país estaria preparado para um novo ciclo de desenvolvimento.
Ao final de sua fala, Lula fez uma conexão emocional com seu passado, lembrando-se do jovem sindicalista que ele foi. "Aqui em 2026, a gente reconstruiu o Brasil, mas ainda não está satisfeito, porque o Brasil está pronto para muito mais", declarou, encerrando sua apresentação com um pedido de confiança para um novo mandato.
A atmosfera do evento foi marcada por fogos de artifício e confetes, simbolizando a união entre o passado e o presente. Lula se despediu da Vila Euclides, reafirmando a luta dos trabalhadores e sua determinação em continuar contribuindo para o país. "Que ninguém nunca mais ouse duvidar da capacidade de luta dos trabalhadores", concluiu, enquanto se afastava do palco em meio a aplausos.




