O presidente brasileiro explicou que a apreensão dos estadunidenses se dá pelo receio de que o Pix afete significativamente as empresas de cartão de crédito operando no Brasil. Lula reiterou que o sistema de pagamentos é gratuito para os usuários, facilitando as transações financeiras. O relatório do USTR, divulgado na noite de segunda-feira (1º), é resultado de uma investigação iniciada no governo Trump sobre alegadas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre as recomendações do relatório, destaca-se a possibilidade de taxação de 25% sobre alguns produtos brasileiros. O governo brasileiro e as empresas afetadas têm até o dia 15 de julho para se manifestar sobre o relatório final do USTR, após o qual os EUA poderão implementar “medidas corretivas” contra o Brasil.
Lula criticou a postura americana, considerando-a intempestiva, uma vez que havia um diálogo em andamento entre os dois países. Ele recordou que, em maio, estabeleceu um prazo de 30 dias com Donald Trump para alcançar um entendimento sobre a questão comercial. Durante a reunião na Casa Branca, Lula apresentou documentos que evidenciam a relação comercial vantajosa para os EUA, com um superávit de US$ 415 bilhões nos últimos 15 anos.
O presidente brasileiro cobrou um contato de Trump para discutir as razões por trás da recomendação da USTR. “Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem. Então, eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência”, declarou Lula.




