Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, tiveram um breve cumprimento nesta quarta-feira (17) durante a cúpula do G7, que ocorre em Évian-les-Bains, na França. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram Trump se aproximando de Lula em um corredor, onde o presidente americano apertou a mão do brasileiro e questionou: "Você está bem?". Em seguida, Trump deu um tapinha nas costas de Lula, desejando-lhe "Bom trabalho" antes de seguir seu caminho pelo corredor.
No dia anterior, terça-feira (16), durante a sessão de fotos que reuniu os líderes do G7 e de países convidados, Lula e Trump não haviam se cumprimentado, evidenciando um clima de frieza entre os dois. As relações entre os dois mandatários se tornaram mais tensas desde o encontro que tiveram na Casa Branca no início de maio.
Os Estados Unidos designaram os grupos criminosos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, uma medida que foi interpretada pelo governo brasileiro como um desrespeito à soberania nacional. Essa designação é um dos pontos que contribuíram para o esfriamento nas relações entre os dois países.
Além disso, a administração Trump havia suspendido a maior parte da tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros, programada para entrar em vigor em 2025, mas recentemente sinalizou a possibilidade de novas tarifas. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu uma sobretaxa de 25% sobre importações de produtos brasileiros, alegando práticas comerciais injustas, além de uma tarifa de 12,5% que afetaria o Brasil e outros 59 países, relacionada a falhas no combate ao trabalho forçado e escravo.
Diante desse cenário, o cumprimento entre Lula e Trump na cúpula do G7 pode ser interpretado como um sinal de diálogo, mesmo em meio a um histórico recente de divergências e tensões nas relações bilaterais. A interação, embora breve, ocorre em um contexto de importantes desdobramentos econômicos e políticos que poderão influenciar a dinâmica entre os dois países nos próximos meses.




