O jovem trabalhador rural Afonso Proni Salomão, de 19 anos, se destacou por um resgate inusitado no dia 31 de maio, em Jardim, cidade situada a 236 quilômetros de Campo Grande. Durante um passeio de motocicleta com um amigo, Afonso se deparou com uma jiboia de cerca de dois metros na Avenida Duque de Caxias, nas proximidades da Escola Estadual Coronel Juvêncio. Preocupado com a segurança do animal, que poderia ser ferido, ele decidiu recolhê-lo e levá-lo até uma base da Polícia Militar Ambiental (PMA).
Apesar de seu tamanho, a jiboia encontrada não é venenosa. Afonso compartilhou sua experiência com manejo de animais silvestres, que adquiriu desde pequeno. Com a cobra em mãos, ele e seu amigo percorreram aproximadamente 1,5 quilômetro até a unidade da PMA, atraindo a atenção de transeuntes e motoristas ao longo do caminho. O jovem comentou de forma descontraída sobre a curiosidade das pessoas que observavam a cena. “Foi até legal ver o pessoal olhando ela na moto”, afirmou.
Afonso também observou que a serpente parecia ser uma fêmea adulta. Embora tenha familiaridade com esses animais, ele reconhece a necessidade de cautela em situações como essa. “Não tenho medo, mas sei que tudo tem seus riscos”, destacou. No mesmo fim de semana, ele encontrou um jacaré próximo a um rio, mas, como o animal já estava em seu habitat natural, apenas o conduziu de volta para a água.
A Polícia Militar Ambiental, por sua vez, orienta a população a não capturar ou manusear animais silvestres, uma vez que esses animais podem agir por instinto de defesa e causar acidentes, mesmo os não peçonhentos. A recomendação é que motoristas reduzam a velocidade e acionem o pisca-alerta ao encontrarem um animal atravessando a rua, aguardando que ele complete a travessia em segurança. Quando os animais estão próximos a áreas de mata, o ideal é apenas observá-los e deixar que sigam seu caminho naturalmente.
Nos casos em que os animais se encontram em ambientes fechados ou em situações que possam representar risco, a orientação é acionar a PMA, que conta com profissionais capacitados para realizar o manejo adequado. A corporação também alerta para que as pessoas não se aproximem, toquem ou tentem bloquear a passagem de animais silvestres.




