Noelia Castillo, uma espanhola de apenas 25 anos, obteve autorização da Justiça para morrer por suicídio assistido, em um caso que envolveu longas disputas familiares. A confirmação de sua morte foi divulgada pela organização Advogados Cristãos, que representou seu pai em juízo. A decisão de Noelia foi motivada por mais de quatro anos de paraplegia e dor crônica, resultantes de episódios de violência extrema, incluindo um estupro coletivo e uma tentativa de suicídio que a deixou com sequelas graves.
A defesa de Castillo sustentou que seu sofrimento físico e psicológico era "grave e irreversível". Após pedidos de revogação da eutanásia negados, uma comissão independente concluiu que ela atendia aos critérios legais para a prática. O caso ganhou notoriedade em 2 de agosto de 2024, quando sua eutanásia havia sido agendada pela primeira vez, mas foi suspensa por um juiz devido a um processo movido pelo pai, assessorados por um grupo católico.
O caso percorreu diversos tribunais, incluindo o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha e o Supremo Tribunal, que rejeitaram os recursos do pai, que pedia a suspensão da eutanásia. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos também se negou a intervir, esgotando assim todos os recursos legais disponíveis na Espanha. Noelia se tornou a paciente mais jovem da Espanha a receber eutanásia e a sexta paciente psiquiátrica da Catalunha a passar pela morte assistida.




