O presidente da Argentina, Javier Milei, iniciou uma viagem oficial de três dias a Israel, aproveitando o atual cessar-fogo entre Israel e Irã para reforçar os laços com o governo de Benjamin Netanyahu. A agenda de Milei inclui homenagens e eventos oficiais, com destaque para a promessa de transferir a embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém. Em uma entrevista ao Canal 14, Milei declarou que essa decisão já está tomada, embora não tenha especificado quando será implementada.
Milei expressou sua visão de Tel Aviv como a capital política de Israel, enquanto definiu Jerusalém como a “capital espiritual”. Essa perspectiva contrasta com a posição israelense, que considera Jerusalém, incluindo sua parte oriental, como a capital única e indivisível do país. De acordo com informações do jornal argentino Clarín, essa declaração pode ser uma estratégia de Milei para agradar Netanyahu, sem comprometer a reivindicação da Argentina sobre as Ilhas Malvinas perante a ONU.
A primeira parada da viagem foi no Muro das Lamentações. Neste domingo (19), o presidente argentino terá um encontro com Netanyahu às 11h30, no horário de Brasília, onde discutirão acordos, incluindo a possibilidade de uma companhia aérea israelense operar voos entre os dois países.
Um dos principais eventos da visita será a participação de Milei na cerimônia de celebração do 78º Dia da Independência de Israel. Ele será o primeiro presidente estrangeiro a acender as tochas no Monte Herzl, um dos locais centrais das festividades. A cerimônia será gravada às 15h, horário de Brasília, e será transmitida pela TV no dia 21.
O ministro de Energia e Infraestrutura de Israel, Eli Cohen, elogiou Milei em suas redes sociais, afirmando que a tocha que ele acenderá no Dia da Independência simboliza a luz que o presidente argentino traz e sua firme posição contra as forças do mal.
Na segunda-feira (20), Milei se reunirá com o presidente israelense, Isaac Herzog, e receberá o título de doutor honorário da Universidade Bar-Ilan. Além disso, ele será homenageado na escola religiosa Yeshiva de Hebron pela Academia de Estudos Talmúdicos.




