Na última sexta-feira, 10 de outubro, o Ministério das Relações Exteriores de Israel comunicou que representantes da Espanha não poderão acessar o Centro de Coordenação Militar-Civil (CCMC) para monitorar o cessar-fogo na Faixa de Gaza. A decisão foi justificada pelo que Israel considera um "flagrante viés anti-Israel" por parte do governo espanhol.
O ministro Gideon Sa'ar, em nota à imprensa, afirmou que a postura do premiê Pedro Sánchez impede uma atuação construtiva na implementação do plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que é o fundamento das operações do CCMC, estabelecido em Kiryat Gat no final de novembro.
Em sua declaração, Sa'ar enfatizou que a “obsessão anti-Israel” do governo espanhol prejudica os interesses de Israel e dos Estados Unidos, especialmente no contexto da guerra contra o Irã. Ele destacou que, em função disso, a Espanha não participará do CMCC.
O conflito atual entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, que está em um cessar-fogo, começou em 2023. Desde então, ações do governo espanhol, como a crítica à ofensiva israelense e o reconhecimento do Estado palestino, geraram tensões.
Além disso, o governo da Espanha decidiu fechar seu espaço aéreo para voos dos EUA envolvidos no conflito e restringiu o uso de suas bases aéreas em Rota e Morón por aeronaves norte-americanas. Essas ações foram consideradas provocativas por autoridades israelenses.
Em resposta à situação, José Manuel Albares, ministro das Relações Exteriores da Espanha, acusou o governo israelense de fazer declarações absurdas e caluniosas. A relação entre os dois países continua tensa, com a reabertura da embaixada da Espanha no Irã, que estava fechada desde março, sendo um dos últimos desdobramentos.




