A Seleção do Irã chegou ao México neste domingo (7), estabelecendo seu campo base Em Tijuana, em um cenário de complexidade devido à guerra com os Estados Unidos, que negaram vistos a alguns integrantes da equipe técnica para os jogos que ocorrerão em território americano.
O voo que transportava o 'Team Melli' pousou no aeroporto de Tijuana por volta das 05h, conforme registrado por um fotógrafo da AFP. O técnico Amir Ghalenoei expressou gratidão ao México e à FIFA pela permissão de entrada, mas criticou o fato de a chegada não ter ocorrido na semana anterior, o que teria proporcionado à equipe tempo para se adaptar à diferença de horário de 12 horas.
Ghalenoei ressaltou a importância de respeitar as considerações éticas e humanas em competições desse porte, afirmando que o tratamento recebido pela equipe não atendeu a esses princípios. A seleção iraniana, que enfrentou incertezas sobre sua participação, se tornará um ponto focal de atenção política nesta edição da Copa do Mundo, uma vez que um país em guerra com um anfitrião nunca havia participado do torneio.
O desembarque ocorreu em um aeroporto com rígidas medidas de segurança, onde soldados da Guarda Nacional mexicana estavam de prontidão. Um pequeno grupo de torcedores iranianos estava presente para recepcionar a equipe, agitando bandeiras do Irã.
Em Tijuana, a segurança foi intensificada antes da chegada dos jogadores, com a presença de Agentes da Guarda Nacional fortemente armados, que monitoram tanto o estádio onde o 'Team Melli' treinará quanto o hotel onde a delegação ficará hospedada. O capitão Ehsan Hajsafi questionou à FIFA sobre a demora na obtenção dos vistos americanos, indagando: "Por que tão tarde?".
Hajsafi também comentou sobre o contexto desafiador da participação do Irã, destacando que, no último ano, o país enfrentou duas guerras. Apesar disso, afirmou que a equipe está "100%" pronta e confiante para avançar na fase de grupos. O jogador Alireza Jahanbakhsh complementou que a situação da equipe é "positiva", após uma boa preparação.




