A confirmação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã sinaliza uma política de continuidade do regime islâmico. O especialista Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Economia da FAAP e Relações Internacionais da FGV, avalia que a escolha do filho de Ali Khamenei representa uma clara mensagem de estabilidade para os setores mais conservadores do regime.
A prioridade do novo líder supremo será manter o regime coeso em meio aos conflitos regionais. Vieira explica que a República Islâmica possui mecanismos de resistência, incluindo a Guarda Revolucionária e equipamentos militares como drones.
O Irã não é único em termos étnicos. Temos, por exemplo, os curdos, que até hoje, também presentes na Turquia, no Iraque, com parte na Síria, querem formar o seu próprio Estado-nação. O resultado mais provável seria uma guerra civil, mantendo a região do Oriente Médio em estado de instabilidade por longo período.
O especialista alerta que mesmo que a República Islâmica venha a cair, o Oriente Médio ainda vai permanecer instável por muito tempo.




