Um alto funcionário do Irã declarou que o país "com certeza" continuará a cobrar uma taxa de países e embarcações que desejam passar pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em meio a medidas em vigor para o tráfego seguro, devido à situação de conflito que o Irã enfrenta.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que embarcações que não estão envolvidas em hostilidades podem transitar pelo estreito, desde que haja a coordenação necessária com as autoridades iranianas. Essas declarações surgiram após o envio de uma carta pelo Irã ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional.
O tráfego pelo estreito, por onde normalmente passa uma parte significativa da produção mundial de petróleo, foi severamente reduzido desde o início do conflito. Informações indicam que algumas embarcações que passaram pelo estreito pagaram valores altos para garantir a passagem segura, com uma taxa reportada de US$ 2 milhões.
Baghaei também comentou sobre as sanções dos Estados Unidos, afirmando que o país tem utilizado sua moeda como uma arma contra a economia global. Anteriormente, o chefe da ADNOC, nos Emirados Árabes Unidos, descreveu o fechamento do estreito como "terrorismo econômico".




