As autoridades do Irã anunciaram a execução de Amir Hossein Hatami, condenado por sua participação nos protestos que ocorreram entre dezembro e janeiro. Ele foi acusado de ter ateado fogo a uma instalação militar e foi enforcado nesta quinta-feira (2). A agência de notícias Mizan, vinculada ao Poder Judiciário iraniano, relatou que Hatami tentou tomar posse de armas em um centro militar durante os distúrbios.
Hatami foi condenado à morte e ao confisco de seus bens, com a sentença mantida pelo Supremo Tribunal. Informações indicam que o regime iraniano já realizou ao menos nove execuções nas últimas semanas, embora o número total de execuções possa ser maior, dado que muitos casos não são divulgados.
A Anistia Internacional mencionou Hatami como parte de um grupo de sete manifestantes que estavam em risco de execução. A ONG criticou o uso da pena de morte pelo regime como uma forma de silenciar vozes dissidentes e aterrorizar a população, destacando que os julgamentos foram marcados por 'confissões' obtidas sob tortura.
Os protestos de janeiro pediam o fim do regime e foram reprimidos de forma violenta, resultando na morte de milhares de pessoas. Organizações de direitos humanos estimam que mais de 7 mil pessoas perderam a vida, com 53 mil detidas durante a repressão.




