Na quarta-feira (15), o regime do Irã divulgou a prisão de 35 indivíduos por envolvimentos em atividades como terrorismo, separatismo e tráfico de armas. As detenções ocorreram em seis províncias do país, conforme informou o Ministério da Inteligência em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
A repressão ocorre em um contexto de crise, intensificada por protestos e pela guerra contra os Estados Unidos e Israel, que teve início em 28 de fevereiro, embora atualmente esteja em um período de cessar-fogo. O regime frequentemente utiliza essas situações como justificativa para a realização de prisões arbitrárias.
Um relatório do Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI) indicou que, no primeiro mês de conflito, as forças de segurança detiveram pelo menos 1,5 mil pessoas, um número que pode ser ainda maior. Hadi Ghaemi, diretor da ONG, destacou que as prisões visam silenciar dissidentes e instaurar um clima de medo.
Ghaemi também alertou sobre o elevado risco de tortura e execuções entre os detidos, enfatizando a necessidade de ação da comunidade internacional para evitar uma nova tragédia em massa no Irã.
Entre os 35 presos anunciados, há um suposto líder de um grupo separatista que buscava a secessão da província de Khuzistão, além de informações sobre a desarticulação de duas células que atuavam no tráfico de armas, resultando na apreensão de 42 armas de fogo.
Adicionalmente, foram detidas outras 30 pessoas em várias províncias, acusadas de pertencer ou colaborar com grupos armados. Essas pessoas estariam envolvidas na preparação de atentados e na comunicação com mídias associadas a Israel.




