O Irã passou a considerar como “grupos terroristas” os exércitos dos países da União Europeia que incluíram a Guarda Revolucionária Islâmica na lista de organizações terroristas do bloco. Na quinta-feira, a UE marcou uma mudança simbólica na abordagem em relação à liderança do Irã ao designar a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista.
O presidente da Assembleia, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que a comissão parlamentar de segurança nacional deliberaria sobre a expulsão dos representantes militares nas embaixadas dos países da UE e daria seguimento ao assunto junto ao Ministério das Relações Exteriores. O presidente da Assembleia também disse que a decisão dos europeus foi contrária aos interesses de seu povo, obedecendo cegamente aos americanos.
De acordo com o Artigo 7 da lei sobre contramedidas contra a designação da Guarda Revolucionária como organização terrorista, os exércitos dos países europeus são considerados grupos terroristas. Após o discurso do presidente da Câmara, os parlamentares gritaram “Morte à América! Vergonha para a Europa!”.
A decisão do Irã pode aumentar as tensões entre o país e a União Europeia, além de afetar as relações entre o Irã e os Estados Unidos. O Irã já havia alertado sobre um possível conflito regional em caso de ataque dos EUA.




