O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou nesta segunda-feira (15) que a República Islâmica implementará a cobrança de taxas para os navios que passarem pelo Estreito de Ormuz. A decisão está ligada a um acordo com os Estados Unidos, conforme afirmou o porta-voz da pasta, Esmaeil Baqaei, em coletiva de imprensa.
Baqaei esclareceu que a intenção não é arrecadar pedágios de trânsito, mas sim instituir taxas relacionadas a serviços de navegação, proteção ambiental, seguros marítimos e outros serviços considerados necessários. A medida reflete uma nova abordagem da diplomacia iraniana em relação ao controle de suas águas territoriais.
Por outro lado, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, expressou, em declarações feitas na manhã do mesmo dia, a expectativa de que o Irã não impusesse taxas sobre a navegação no estreito. Vance ressaltou que a questão da cobrança seria um dos tópicos a serem discutidos nas negociações do novo acordo de paz entre as nações.
“Nossa expectativa é que o estreito seja aberto sem pedágio a longo prazo, e esse é o tipo de coisa que vamos definir nessas negociações técnicas”, afirmou o republicano, sinalizando a preocupação dos EUA com a livre navegação na região.
A cobrança de taxas no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte marítimo global, pode gerar tensões adicionais entre o Irã e os Estados Unidos, principalmente no contexto das negociações em andamento. O estreito é um ponto estratégico, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, e qualquer alteração nas condições de navegação pode ter repercussões significativas no mercado energético internacional.




