Denise Rodrigues Medis e Ana Carla Benette, alvos da operação Malebolge deflagrada há um ano para combater irregularidades na gestão pública de Água Clara, foram declaradas estáveis em seus cargos na prefeitura municipal. A operação, realizada pelo Gaeco e Gecoc, identificou R$ 2.500 em cédulas na mesa de trabalho de Denise e R$ 9 mil em notas de R$ 100 na residência de Ana Carla, que possui remuneração de cerca de R$ 4.500.
Denise foi empossada como assistente de administração em 28 de setembro de 2022, após ocupar a Secretaria de Finanças do município. Ana Carla, por sua vez, ganhou estabilidade como professora de Língua Portuguesa desde fevereiro de 2022. Além do dinheiro encontrado, Ana Carla aparece em vídeo de junho de 2023 manejando R$ 18 mil em cédulas, com bolinhos de dinheiro organizados em uma cama.
As portarias que confirmam a estabilidade das servidoras foram publicadas no Diário Oficial de Água Clara em 19 de julho, assinadas pelo prefeito Sebastião Ottoni. Durante o estágio probatório de três anos, a avaliação das servidoras considera critérios como assiduidade, disciplina e capacidade de iniciativa, entre outros, conforme o Estatuto dos Servidores Públicos do município.
O processo envolvendo as duas foi transferido para a Justiça Federal, pois a verba investigada está vinculada à União. A Vara Única de Água Clara declarou incompetência em julho de 2025, justificando que os recursos analisados têm origem federal, mesmo que repassados ao município através de convênio.




