A Prefeitura de Dourados, através do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), lançou hoje a campanha de vacinação contra o vírus da Chikungunya, que se inicia nesta segunda-feira, dia 27 de abril. A estratégia visa combater a epidemia na Reserva Indígena e nas áreas urbanas, conforme estabelecido no Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento extenso com 36 páginas que delineia medidas essenciais para o controle da doença.
Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador do COE, destacou que a vacinação não será indicada para todos, devido a contraindicações que devem ser observadas conforme as orientações do Ministério da Saúde. A chegada do primeiro lote de vacinas ocorreu na noite da última sexta-feira, dia 17, e a capacitação dos profissionais de saúde está programada para os dias 22 e 23 de abril, com o objetivo de prepará-los para esclarecer dúvidas sobre as restrições e identificar comorbidades antes da imunização.
A distribuição das vacinas ocorrerá na sexta-feira, dia 24, para as salas de vacinação, incluindo as unidades que atendem a população indígena. A vacinação começará efetivamente nas unidades de saúde a partir de segunda-feira, e no dia 1º de maio, em virtude do Feriado do Dia do Trabalho, uma ação especial será realizada no formato Drive-Thru das 8h às 12h no pátio da Prefeitura.
A VACINA, desenvolvida pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan, é destinada a pessoas entre 18 e 60 anos. A meta estabelecida é alcançar uma cobertura vacinal de ao menos 27% da população. Este imunizante é crucial para a prevenção da Chikungunya, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Além da vacinação, o Instituto Butantan realizará um monitoramento dos casos positivos e negativos de Chikungunya nas áreas onde a VACINA será administrada, comparando os resultados entre vacinados e não vacinados. É importante que a população permaneça atenta aos sintomas da doença, como febre acompanhada de dores articulares, e busque atendimento nas unidades de saúde quando necessário.
O Instituto também conduzirá um estudo de pós-comercialização para avaliar a segurança da VACINA, que incluirá o acompanhamento de gestantes que receberam a VACINA sem saber que estavam grávidas ou que engravidaram no período de 30 dias após a imunização. As participantes do estudo serão monitoradas durante toda a gestação e no pós-parto.




