Os preços dos alimentos apresentaram uma redução em julho, contribuindo para a desaceleração da inflação oficial, que atingiu 0,07%. Esse resultado marca o quarto mês consecutivo de queda e faz com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumule 4,44% nos últimos 12 meses, retornando assim à meta estabelecida pelo governo.
O índice de julho está alinhado com a expectativa do mercado financeiro, que previu um resultado semelhante no boletim Focus, divulgado no mês anterior. Para o final de 2026, a expectativa é que o IPCA fique em 5,02%. Os índices mensais apresentados neste ano mostram uma trajetória variável, começando em janeiro com 0,33% e chegando ao valor atual em julho.
Os dados sobre a inflação foram tornados públicos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). A variação acumulada de 12 meses de 4,44% está dentro da meta de inflação do governo, que é de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, permitindo um intervalo de 1,5% a 4,5%. Vale destacar que, em abril, o acumulado estava em 4,39%, mas em maio e junho houve um aumento que extrapolou o limite permitido.
A metodologia para avaliação da meta foi alterada no início de 2025, visando observar os 12 meses anteriores, ao invés de somente o final do ano. Essa mudança visa garantir que a meta não seja considerada descumprida se a inflação não ultrapassar o limite estabelecido por um período de seis meses consecutivos.
O resultado de julho é o menor desde agosto de 2025, quando o IPCA registrou 0,11%. Além disso, levando em conta apenas os meses de julho, o desempenho atual é o menor desde 2022, que marcou -0,68%.
O índice de difusão, que mede a abrangência da inflação no mês, se fixou em 50%, indicando que metade dos 377 produtos e serviços analisados pelo IBGE teve aumento de preço. No que diz respeito aos grupos de produtos, a alimentação e bebidas apresentaram uma redução de 0,67%, enquanto os custos de habitação subiram 0,99%.




