Altair da Silva Gonçalves, de 24 anos, e Anilton Raulio Gonçalves, de 28, foram detidos na quarta-feira (20) em Dourados, suspeitos de assassinar Geneci Benites de Souza, de 30 anos. O crime aconteceu na Rua João Ponce de Arruda, entre as ruas Ipiranga e Iguassu, no Jardim Universitário. De acordo com o boletim de ocorrência, o motivo do homicídio estaria ligado a ciúmes envolvendo uma adolescente de 14 anos.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 14h, após receber uma denúncia sobre uma briga na via. O informante relatou que um dos envolvidos estava armado com uma faca e havia atacado outro homem. Ao chegarem ao local, os policiais constataram que os suspeitos já haviam fugido. Uma testemunha de 45 anos acompanhou a fuga da dupla e indicou aos militares onde poderiam encontrá-los.
Altair e Anilton foram localizados em outra parte do bairro e reconhecidos pela testemunha. Eles foram levados novamente ao local do crime, onde Geneci foi encontrado caído em frente a uma casa desabitada. Ele não sobreviveu aos ferimentos e faleceu antes da chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Equipes da Polícia Civil e da perícia realizaram levantamentos na cena do crime. Um estudante de 19 anos gravou parte da agressão com seu celular, registrando as imagens dos dois homens atacando Geneci, um deles vestido de vermelho e o outro de azul. O vídeo foi entregue às autoridades. Durante a abordagem, os policiais encontraram duas facas com lâminas de cerca de 20 centímetros na mochila de Altair, além de roupas que combinavam com as que apareciam no vídeo.
A perícia também recolheu uma barra de ferro de aproximadamente 1,5 metro, que testemunhas afirmaram ter sido utilizada nas agressões. Durante os depoimentos, Anilton alegou que Geneci tentou agarrar a adolescente, que seria namorada de Altair. Este último admitiu ter desferido a primeira facada e confirmou a participação de Anilton nas agressões.
Os exames periciais identificaram duas perfurações no corpo de Geneci, uma no peito e outra nas costas, além de ferimentos na cabeça e outras lesões. Os policiais notaram que os suspeitos apresentavam sinais de embriaguez e falavam de maneira desconexa no momento da abordagem. Moradores da região informaram à polícia que os indivíduos costumavam ficar nas proximidades pedindo dinheiro e comida.




