Pessoas com características clínicas específicas podem sofrer formas mais graves da infecção pelo vírus da Chikungunya. Indivíduos que apresentam comprometimento articular, como músicos e atletas, estão entre os mais afetados, uma vez que o desgaste das articulações pode intensificar os sintomas da doença. Idosos também estão em risco elevado devido à idade e condições articulares preexistentes.
Doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além de condições autoimunes e reumatológicas, podem agravar o quadro da Chikungunya. Pacientes com doenças cardiovasculares ou endócrinas devem ter cautela, pois podem apresentar complicações adicionais, incluindo problemas cardíacos e renais, que requerem tratamento especializado.
Grávidas enfrentam riscos significativos, especialmente nos 45 dias antes do parto, ao transmitir a infecção para o bebê. A condição pode resultar em complicações para a criança, que pode apresentar dores e dificuldades para mamar. Em casos avançados, podem surgir lesões cutâneas sérias, como bolhas, que, se não tratadas, podem levar a infecções bacterianas graves.
O especialista Rivaldo Venâncio da Cunha, referência em pesquisa sobre Chikungunya, está em Dourados para integrar uma força-tarefa de combate ao surto na Reserva Indígena, capacitando profissionais de saúde sobre os protocolos a serem seguidos em casos suspeitos e confirmados.



