As medidas tomadas pelo Governo Federal e pela Petrobras têm contribuído para frear o aumento do preço das passagens aéreas. De acordo com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas, as ações governamentais foram importantes para frear o aumento e não para evitar o aumento.
A Petrobras anunciou um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros. No entanto, o presidente da Anac explica que apenas 20% a 30% do aumento da passagem aérea é devido ao querosene de aviação.
O Governo Federal, por sua vez, zerou os impostos PIS e Cofins e disponibilizou uma linha de crédito para as companhias aéreas. Essas medidas, Segundo Chagas, foram tomadas para aliviar o caixa das empresas e evitar que elas repassem o aumento do combustível no valor das passagens.
O presidente da Anac também destacou a decisão da Petrobras de parcelar o aumento do querosene de aviação. A empresa não aplicou os 55% de forma imediata e repassou apenas 18% num primeiro momento, optando por parcelar o restante do aumento ao longo dos próximos seis meses.
Chagas afirma que o governo aguarda a adesão das companhias aéreas às medidas do governo, o que deve acontecer rapidamente.




