O governo do Brasil negou a entrada de dois funcionários da administração do ex-presidente Donald Trump que desejavam se reunir com autoridades eleitorais do país. A decisão foi confirmada pelo Itamaraty e por um porta-voz do Departamento de Estado americano no último sábado, dia 25.
Entre os oficiais cuja entrada foi proibida está Riley Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado dos EUA. Barnes foi designado para o cargo em outubro do ano anterior pelo chefe da pasta, Marco Rubio. Além de suas funções no DRL, ele também atua como Coordenador Especial dos EUA para Assuntos Tibetanos e Embaixador Itinerante para a Liberdade Religiosa Internacional desde abril deste ano.
Natural do Texas, Barnes possui formação em Ciência Política e um mestrado em Relações Internacionais e Serviço Público. Antes de assumir seus atuais cargos, ele ocupou diversas posições de destaque no Departamento de Estado, incluindo Conselheiro Sênior e Subsecretário Adjunto para Assuntos de Relações Diplomáticas. Também trabalhou no think tank Atlantic Council, onde foi diretor assistente e pesquisador na área de Estratégia e Segurança.
Outro oficial americano que teve sua entrada negada é Samuel Samson, Subsecretário Adjunto do Departamento de Estado. Samson é responsável pela defesa dos direitos naturais e pela formulação de políticas que visam preservar o patrimônio civilizatório ocidental dos EUA. Ele lidera iniciativas que promovem a agenda America First (América em Primeiro Lugar) de Donald Trump e foi nomeado para o DRL em maio, após atuar como Conselheiro Sênior.
Recentemente, Samson esteve em missões pela África e Europa, promovendo a política externa da administração Trump e fortalecendo laços com grupos de direita. O Itamaraty informou que os funcionários americanos tinham a intenção de discutir questões de liberdade de expressão no contexto do processo eleitoral brasileiro, mas a administração de Lula considerou a visita "inadequada".
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também confirmou ter sido contatado pela Embaixada dos EUA para tratar da visita dos representantes do governo americano. No entanto, a agenda não foi definida devido ao recesso do Judiciário e à falta de informações sobre os assuntos a serem discutidos.




