O governo do Brasil barraria a entrada de dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que tiveram seus vistos negados. A medida foi tomada em meio a suspeitas de que a missão tinha como objetivo questionar a integridade e a transparência do sistema eleitoral do país.
A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal The Washington Post, que revelou a composição da delegação norte-americana, formada por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente, ambos ligados à administração do ex-presidente Donald Trump. A chegada dos diplomatas a Brasília estava prevista para os próximos dias.
Diante da articulação, diplomatas brasileiros agiram rapidamente para impedir a viagem, considerando a iniciativa como uma potencial ingerência estrangeira e uma tentativa de deslegitimação das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.
Fontes anônimas citadas pelo jornal indicaram que os enviados de Washington pretendiam se encontrar com críticos do sistema eleitoral brasileiro para elaborar um relatório que apresentaria um viés partidário, alimentando discursos de desconfiança em relação à Justiça Eleitoral do Brasil.
Embora o Departamento de Estado dos EUA tenha confirmado os planos de viagem de Barnes e Samson, não se manifestou sobre o propósito oficial da missão ou se a Casa Branca tinha preocupações relativas à integridade do processo eleitoral no Brasil.
A tentativa frustrada de envio dos funcionários ocorre em um momento de crescente tensão nas relações entre os governos de Washington e Brasília. Recentemente, as interações bilaterais têm sido marcadas por críticas mútuas, imposição de tarifas comerciais sobre produtos brasileiros e divergências em processos judiciais com repercussão política que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família.




