O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou nesta segunda-feira (27) a morte de dois brasileiros, uma mulher e seu filho de 11 anos, em um ataque que o Itamaraty atribui às Forças de Defesa de Israel (FDI) no sul do Líbano. O pai da criança, que era libanês, também faleceu, enquanto outro filho do casal, brasileiro, ficou ferido e está hospitalizado.
A família estava em sua residência localizada no distrito de Bint Jbeil durante o bombardeio. O Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com os familiares para oferecer assistência consular, incluindo apoio ao sobrevivente que permanece internado.
O governo brasileiro classificou o incidente como mais um exemplo de violações ao cessar-fogo entre Israel e Líbano, que foi anunciado neste mês. Em sua nota, o ministério ressaltou que os descumprimentos da trégua resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres, crianças e até mesmo uma jornalista, além de integrantes da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país.
O Itamaraty condenou os ataques que ocorreram durante o cessar-fogo, tanto por parte de Israel quanto do grupo Hezbollah. O ministério também criticou as demolições de residências e outras estruturas civis na região sul do Líbano, mencionando o deslocamento forçado de mais de um milhão de pessoas.
Na comunicação oficial, o Brasil defendeu a implementação total da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim à guerra de 2006 entre Israel e Hezbollah, e exigiu a cessação imediata das hostilidades, além da retirada completa das forças israelenses do território libanês.
As mortes ocorreram em um contexto de intensificação dos confrontos, apesar da trégua formal. Informações indicam que o último domingo foi o dia mais letal desde o início do cessar-fogo, contabilizando ao menos 14 mortos em ataques no sul do Líbano, conforme dados do Ministério da Saúde libanês.




