Um vídeo gravado por um morador da antiga rodoviária de Campo Grande documentou um ataque a funcionários de um banco que tentavam recuperar objetos furtados na área. O incidente ocorreu no último domingo e envolveu ao menos 15 pessoas em situação de rua, que agrediram um grupo de quatro homens próximo a um carro. Três das vítimas permanecem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa da cidade.
As imagens, que têm pouco mais de um minuto de duração, mostram os quatro funcionários correndo pela Rua Marechal Rondon, na esquina com a Rua Joaquim Nabuco. Enquanto isso, o grupo de agressores, visível à direita do vídeo, se aproxima arremessando pedras. Um dos agressores, identificado como um homem usando camiseta e boné brancos, é visto segurando um pedaço de madeira e tentando atingir uma das vítimas, além de golpear o carro dos funcionários.
Apesar de tentarem se defender arremessando pedras, os trabalhadores não conseguiram impedir o avanço do grupo. Durante o ataque, um dos agressores foi flagrado retirando objetos da carroceria de um veículo estacionado nas proximidades, levando uma caixa de ferramentas. O vídeo termina com os agressores descendo pela Rua Joaquim Nabuco, enquanto as vítimas tentam se afastar da situação.
De acordo com o boletim de ocorrência, o grupo agredido era formado por funcionários de um banco de São Paulo (SP) que estavam em Campo Grande a trabalho. Eles estavam hospedados nas proximidades do local onde ocorreu o roubo e se dirigiam a uma lanchonete na tarde de domingo quando foram abordados por três indivíduos, supostamente armados, que roubaram dois celulares. Os trabalhadores decidiram tentar recuperar os aparelhos e foram em busca dos suspeitos.
Os agressores foram identificados como Jeferson Alexandre Brasil Pimenta Leal, de 35 anos; Juan Carlos Ocampos, paraguaio de 31 anos; e Katia Mara da Silva Xavier, de 37 anos. Todos foram presos e reconhecidos pelas vítimas, que não sofreram ferimentos graves durante a agressão. Após passarem por audiência de custódia, as prisões em flagrante foram convertidas em preventivas.




