O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, apresentou na última quarta-feira (8) a proposta de um tratado comercial que incluiria os Estados Unidos, Canadá e México, com base no modelo do NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio). Durante uma transmissão ao vivo, ele sugeriu que a sigla poderia ser alterada para AFTA, referindo-se ao Acordo de Livre Comércio das Américas, que contemplaria a inclusão do Brasil.
Flávio Bolsonaro argumentou que a sinergia entre as economias dos países participantes poderia facilitar a atração de investimentos norte-americanos ao Brasil. Ele mencionou que a proposta surge em um contexto em que o governo americano, sob Donald Trump, considera aplicar uma tarifa de 25% sobre a importação de produtos brasileiros, o que poderia impactar negativamente as relações comerciais.
O senador citou como exemplo a recente negociação entre o governo dos EUA e a administração do presidente argentino, Javier Milei, realizada em fevereiro. Este acordo resultou em uma redução das tarifas para a Argentina e garantiu acesso a minerais críticos, permitindo que centenas de produtos tenham tarifa zero.
Além disso, Flávio Bolsonaro criticou a postura do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação à China, expressando sua preocupação com o que classificou como um alinhamento antiamericano. Em uma live anterior, ele afirmou que o governo atual prioriza a aproximação com Pequim em detrimento das relações com os EUA, o que, segundo ele, tem gerado um “vexame” para o Brasil no cenário internacional.
O parlamentar também enfatizou que a proposta de um novo acordo comercial visa criar uma “avenida de oportunidades” para o Brasil, com o intuito de melhorar o fluxo de investimentos e fortalecer a economia nacional. A criação de um tratado semelhante ao NAFTA, mas que exclua a parte referente ao Norte, é uma das suas principais bandeiras para o futuro econômico do país.




