Nos bastidores da política em Brasília, a estratégia do PL (Partido Liberal) para 2026 já está definida: a fidelidade ao que é chamado de "bolsonarismo raiz". As candidaturas ao Senado deverão ser escolhidas com critérios políticos e ideológicos rigorosos, priorizando o histórico de engajamento dos candidatos nas bandeiras levantadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Candidatos precisarão demonstrar participação ativa nas mobilizações do período pós-governo Bolsonaro. Sinais de alinhamento incluem a defesa pública dos presos pelos atos de 8 de janeiro, a presença em manifestações e apoio a atos pela liberdade do ex-presidente. Assim, não basta ser bolsonarista; é necessário comprovar militância na linha de frente.
Em Mato Grosso do Sul, a disputa pelas duas vagas ao Senado já começou. Pelo menos quatro nomes estão em competição, e a filtragem das candidaturas será feita por lideranças nacionais do partido, com o objetivo de evitar fragmentações internas e garantir que os escolhidos representem o discurso do movimento.
A nova estratégia do grupo prioriza a lealdade política e ideológica em vez da viabilidade eleitoral. A avaliação em Brasília é que o Senado se tornou um espaço crucial para o campo conservador, com a meta de formar uma bancada alinhada que funcione como uma trincheira institucional do bolsonarismo no Congresso.




