O fechamento das duas únicas lojas das Casas Bahia em Dourados, ocorrido na sexta-feira, dia 14, trouxe inquietação ao comércio local, evidenciando a necessidade de adaptação às novas dinâmicas do varejo. A Associação Comercial e Empresarial de Dourados (Aced) manifestou preocupação com a situação, destacando que o encerramento das atividades de 298 lojas do grupo no Brasil, incluindo as de Dourados, impacta diretamente a economia local.
Everaldo Leite Dias, presidente da Aced, ressaltou que cada fechamento representa uma diminuição na oferta de produtos e serviços, além de uma queda na circulação de consumidores e na geração de empregos. Ele enfatizou que o varejo está passando por transformações significativas, com mudanças no comportamento dos consumidores e um crescimento das vendas digitais, o que exige uma adaptação dos modelos de negócio. "Dourados não está isolada desse cenário", afirmou.
O presidente da Aced também enfatizou que, apesar do comércio local ser forte e diversificado, a situação atual reforça a necessidade de um ambiente favorável para que as empresas possam continuar a operar e gerar empregos e renda. A entidade se mostrou disposta a trabalhar pelo fortalecimento do comércio local e pela criação de um ambiente competitivo e saudável.
Além disso, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados foi contatado para comentar sobre as demissões resultantes do fechamento das lojas, mas ainda não houve resposta. Os relatos indicam que entre 1,3 mil e 1,4 mil funcionários podem ter sido demitidos, representando cerca de 6,7% da folha de pagamento.
Fontes informaram que o número total de demissões pode chegar a 3 mil, como parte de uma reestruturação financeira do Grupo Casas Bahia, que enfrentou um prejuízo de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, mais do que o dobro do prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a companhia FECHOU 26 lojas físicas, sendo 12 sob a marca Casas Bahia e 14 da Ponta Frio.
A empresa também intensificou esforços para expandir suas operações digitais, onde as vendas de produtos pela internet aumentaram 26% em três meses, ao passo que as vendas em lojas físicas caíram 1,8%. A divulgação do balanço do segundo trimestre, que estava prevista para o dia 12, foi adiada para a sexta-feira, dia 14, mas ainda não foi realizada.




