A morte desencadeia não apenas impactos emocionais, mas também riscos à preservação de ativos e informações digitais. Sem orientação prévia, herdeiros ficam impossibilitados de recuperar fotos, carteiras de criptomoedas ou conteúdos vinculados a senhas que não foram compartilhadas ou protegidas.
O mercado de legado digital tem crescido e já alcançou movimentação estimada em centenas de bilhões ao longo da próxima década. Esse avanço decorre da necessidade de profissionais que atuam com criptoativos, influenciadores e usuários de serviços digitais em proteger seus dados e patrimônio para herdeiros.
A principal dificuldade reside na falta de mecanismos simples para acessar ativos armazenados em redes descentralizadas, como Bitcoin e Ethereum. Sem a chave privada, os herdeiros não conseguem recuperar fundos, pois não há autoridade capaz de desbloquear ou romper a criptografia da blockchain pública.
Empresas como Apple, Google e Meta permitem liberar dados mediante processos legais, porém decisões judiciais têm negado pedidos. Um caso em Barueri, na Grande São Paulo, impediu mãe de acessar ID Apple da filha, sob alegação de proteção à privacidade e personalidade mesmo após a morte.




