A votação referente à taxa de lixo, que impacta o IPTU, continua gerando repercussão na Câmara Municipal. O vereador Landmark Rios (PT) não compareceu nas duas sessões que analisaram o projeto, o que agora o torna alvo de uma investigação interna no partido. Sua presença na sessão de 10 de fevereiro poderia ter sido determinante, já que um voto a mais poderia ter derrubado o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que impedia o aumento da taxa.
O pedido de apuração por suposta infidelidade partidária foi apresentado por Ido Michels, chefe de gabinete do deputado federal Vander Loubet. A situação expõe uma crise no PT, principalmente porque Vander foi o padrinho político de Landmark, o que adiciona mais peso ao pedido de investigação. Landmark justificou sua ausência afirmando que estava em Brasília para compromissos institucionais e que não conseguiu participar da votação online devido a mudanças na rota do seu voo de retorno, o que o impediu de acessar o sistema.
Durante a sessão, outros vereadores abordaram o tema. O vereador Wilson Lands (Avante), frequentemente crítico do PT, manifestou solidariedade a Landmark, mencionando os ataques que, segundo ele, são originados dentro do próprio partido. Por outro lado, o líder do PSDB na Câmara, Victor Rocha, fez uma provocação ao PT, convidando Landmark a se juntar ao PSDB, deixando a porta aberta para sua filiação, mas respeitando a janela partidária.
Landmark declarou estar com a consciência tranquila, ressaltando que sempre seguiu as orientações do PT. Ele se comprometeu a responder ao processo interno e rejeitou os convites para mudar de partido. Os vereadores Luiza Ribeiro e Jean Ferreira, também do PT, defenderam Landmark, mas reconheceram como natural a abertura do processo interno, afirmando que o partido discute as divergências com transparência e permite que os filiados se manifestem sobre a atuação de suas lideranças.




