A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) emitiu uma nota de pesar pela morte da ex-deputada Grazielle Salgado Machado, que ocorreu na madrugada do dia 24 de junho, aos 45 anos. A parlamentar, que esteve internada nos últimos dois dias no Hospital da Cassems, foi uma das 11 mulheres a fazer parte da história do Legislativo do estado. A causa do falecimento ainda não foi divulgada pela família.
O presidente da ALEMS, deputado Gerson Claro (PP), expressou suas condolências, destacando a importância de Grazielle para a política sul-mato-grossense. "A política sul-mato-grossense perde uma importante representação. A ex-deputada Grazielle Machado construiu sua trajetória com dedicação à vida pública, contribuindo para o fortalecimento da participação das mulheres na política e para o desenvolvimento do nosso Estado. Me solidarizo com o amigo e deputado Londres Machado, seus familiares e amigos, desejando força e conforto neste momento", afirmou.
Grazielle nasceu em 12 de dezembro de 1980, em Campo Grande, e era filha do deputado estadual Londres Machado. Desde jovem, ela se envolveu na política, coordenando campanhas vitoriosas do pai. Sua carreira política começou em 2004, quando foi eleita vereadora em Campo Grande, obtendo 6.273 votos, tornando-se a mais votada de sua coligação. Reeleita em 2008 e 2012, ela firmou-se como uma figura importante no cenário político local.
Em 2014, Grazielle ingressou na Assembleia Legislativa, tornando-se a mulher mais votada da história do estado até aquele momento, com um total de 39.374 votos. Durante sua atuação na Casa, ela ocupou a segunda vice-presidência da Mesa Diretora em duas gestões da 10ª Legislatura. Além disso, liderou a Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária por dois anos e foi membro de várias comissões, incluindo a de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar, Assistência Social, Seguridade Social, e a Comissão de Desenvolvimento Agrário, Assuntos Indígenas e Quilombolas.
O legado de Grazielle Salgado Machado na política de Mato Grosso do Sul é marcante, refletindo seu empenho em promover a participação feminina e o desenvolvimento social no estado. Sua morte é uma grande perda para o Legislativo e para a sociedade sul-mato-grossense.




