As exportações brasileiras de carne bovina iniciaram 2026 com crescimento significativo, tanto em volume quanto em faturamento. A Associação Brasileira de Frigoríficos aponta que as vendas externas estão em um ritmo acelerado, com destaque para a diversificação dos destinos. Além da China, que continua sendo a principal compradora, os Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia aumentaram suas aquisições.
No primeiro bimestre, as exportações totalizaram US$ 2,865 bilhões, representando um aumento de 39%, com 557,24 mil toneladas embarcadas, um avanço de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somente em fevereiro, o faturamento alcançou US$ 1,449 bilhão, com crescimento próximo a 40% e aumento significativo nos embarques.
Enquanto a China manteve sua liderança, houve uma leve redução na sua participação total. Os Estados Unidos experimentaram um aumento considerável nas compras, impulsionado por um déficit interno de oferta. A União Europeia também registrou crescimento, favorecida por perspectivas comerciais positivas, enquanto o Chile e a Rússia tiveram desempenho sólido.
O cenário para as exportações se mostra favorável, embora fatores como custos logísticos e tensões geopolíticas possam afetar o ritmo. A oferta interna deve ser mais restrita devido a mudanças no ciclo pecuário, mas a consolidação de novos mercados sugere que a demanda continuará aquecida ao longo do ano.



