A equipe técnica envolvida na elaboração do Plano Safra projeta que o valor global do programa para o ciclo 2027/28 dificilmente será menor que o atual. A orientação é manter o piso recorde, com um aumento, ainda que marginal, para evitar complicações políticas e econômicas diante de um cenário de juros elevados e endividamento dos produtores.
O Plano Safra 2025/26, que foi anunciado com R$ 516,2 bilhões, teve um aumento em relação aos R$ 508,6 bilhões do ciclo anterior, principalmente nas áreas de custeio e comercialização. A expectativa para o próximo ciclo é repetir, no mínimo, o patamar atual, com possíveis acréscimos, embora ainda não haja definição final sobre os valores.
O processo formal de elaboração do novo Plano Safra terá início entre fevereiro e março, com a entrega de propostas por entidades e frentes parlamentares. Após a análise inicial, as demandas são encaminhadas à equipe econômica, que ajusta o volume total, o custo de equalização e as fontes de financiamento.
A preocupação central não recai apenas sobre o valor nominal do programa, mas também sobre a execução. A taxa de crédito rural final depende do volume destinado à equalização e da carteira de crédito. Com juros altos e incertezas na política monetária, é essencial equilibrar os subsídios, especialmente em um ano eleitoral, onde há necessidade de cautela.




