Neste domingo (12), o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos declarou que o Estreito de Ormuz permanece acessível para a navegação internacional. A afirmação é uma resposta à alegação do Irã de que a passagem marítima havia sido fechada. Em um comunicado nas redes sociais, o órgão militar destacou que as forças americanas estão posicionadas para garantir a livre circulação de embarcações na região e enfatizou que "o Irã não controla o estreito".
O comunicado do Comando Central informa que "o Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que buscam transitar legalmente pela via marítima internacional". Além disso, as forças dos EUA estão preparadas para assegurar a liberdade de navegação, apesar de ações consideradas injustificadas por parte do Irã, como agressões, ameaças e intimidações.
A afirmação do Comando Central ocorreu poucas horas após a Guarda Revolucionária iraniana anunciar o fechamento da rota, em meio a uma nova ofensiva militar dos Estados Unidos contra alvos no Irã. O governo iraniano também relatou ter disparado tiros de advertência contra embarcações que, , desrespeitaram as restrições impostas na área.
Ainda neste domingo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um navio foi alvo de um ataque a aproximadamente 17 quilômetros da Península de Musandam, em Omã. O incidente resultou em um incêndio na embarcação, levando a tripulação a abandonar o navio. As autoridades de Omã conseguiram resgatar 23 tripulantes, enquanto as buscas por uma pessoa que permanece desaparecida estão em andamento.
A situação no Estreito de Ormuz é crucial para o comércio internacional, uma vez que a passagem é uma das rotas mais estratégicas para o transporte de petróleo e gás natural. A tensão entre os Estados Unidos e o Irã na região continua a ser uma preocupação para a segurança marítima e a estabilidade global.




