O Departamento de Estado dos EUA solicitou uma investigação sobre o caso de Noelia Castillo, uma jovem de 25 anos que recebeu autorização para a eutanásia na Espanha. O governo americano instruiu a Embaixada em Madrid a coletar informações sobre a gestão do caso pelo Estado espanhol e as decisões que possibilitaram a prática de suicídio assistido.
Funcionários anônimos expressaram preocupações sobre possíveis falhas no sistema de proteção de pessoas vulneráveis, questionando a aplicação da lei de eutanásia em casos de sofrimento não terminal ou condições psiquiátricas. Noelia havia demonstrado dúvidas sobre o procedimento, mas esses sinais foram desconsiderados.
A jovem morreu após uma longa batalha judicial com familiares que eram contra a decisão. Noelia enfrentava paraplegia e dor crônica em decorrência de um estupro coletivo e uma tentativa de suicídio, que a deixou com sequelas graves. Seu caso foi analisado pela Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha, que é responsável por avaliar solicitações de morte assistida.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, respondeu ao governo dos EUA, afirmando que a morte ocorreu dentro da legalidade e criticou a intromissão na política interna espanhola. Ela destacou as questões de direitos humanos nos EUA, onde muitas pessoas morrem sem acesso a cuidados de saúde adequados.




