O governo dos Estados Unidos aumentou a pressão sobre o Brasil ao divulgar relatórios que criticam o ambiente comercial e decisões do Judiciário brasileiro. Essa ação ocorre em um período de incertezas nas relações entre Brasília e Washington, especialmente sob a gestão de Lula.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) destacou entraves como tarifas altas para produtos estrangeiros, um sistema tributário complexo e a falta de previsibilidade regulatória. O documento expressa preocupações em relação a propostas que impactam plataformas digitais, a pirataria em locais como a Rua 25 de Março e um possível favorecimento ao Pix, que poderia afetar empresas internacionais de pagamentos.
Além disso, o Comitê Judiciário da Câmara dos EUA acusou o Brasil de implementar um modelo de censura com repercussão global, focando em decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Essas decisões, que determinam a remoção de contas e conteúdos em redes sociais, são vistas como uma violação da liberdade de expressão protegida pela constituição americana.
Analistas sugerem que os relatórios abrem caminho para medidas mais severas, como a aplicação da Lei Magnitsky, que permite o congelamento de bens e proibição de entrada de autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. A Casa Branca também considera classificar certos grupos como organizações terroristas estrangeiras, o que daria ao governo americano ferramentas legais para bloquear ativos financeiros relacionados. Essa situação causa preocupação no Brasil, que teme uma interferência direta dos EUA em suas questões de segurança interna.




