O Departamento da Guerra dos Estados Unidos solicitou que os países da América Latina aumentem seus investimentos em segurança, com foco no combate ao crime organizado. A cobrança ocorreu durante uma conferência de ministros da Defesa das Américas, realizada nesta semana no Peru.
Os representantes do governo de Donald Trump enfatizaram a necessidade de elevar os orçamentos de defesa para cerca de 3,5% do PIB, ressaltando que muitos países da região atualmente investem menos de 1% desse indicador em segurança. O subsecretário da Guerra americano, Elbridge Colby, fez críticas à situação, afirmando que "isso desafia o bom senso" e que é essencial que os países invistam mais em sua própria defesa.
Colby também destacou as ameaças do “narcoterrorismo” e elogiou o Peru, que recentemente firmou um acordo para a aquisição de novos caças F-16, fabricados nos Estados Unidos. Esse tipo de investimento é visto como uma forma de fortalecer a capacidade defensiva da nação peruana.
De acordo com o estudo anual do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, que analisa gastos militares globalmente, apenas três países da América Latina figuraram entre as 40 nações que mais investiram em defesa no último ano, em termos absolutos.
Dentre esses países, o Brasil aplicou 1,1% do PIB em defesa, enquanto o México destinou 0,7% e a Colômbia investiu 3,2% do PIB nesse setor. Esses números refletem as diferentes prioridades orçamentárias e desafios enfrentados por cada nação em termos de segurança e defesa.
A expectativa dos EUA é que, ao aumentar os índices de gastos com defesa, os países latino-americanos possam melhorar sua capacidade de enfrentar ameaças internas e externas, promovendo uma maior estabilidade na região.




