A administração do presidente Donald Trump manifestou, nesta quarta-feira (8), sua desaprovação em relação à decisão do governo brasileiro de expulsar o russo Sergey Vladimirovich Cherkasov. Este indivíduo é identificado por autoridades internacionais como um agente do GRU, o serviço de inteligência militar da Rússia, e sua saída do Brasil possibilitará seu retorno ao regime de Vladimir Putin.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou preocupação ao afirmar que a medida brasileira representa um retrocesso no compromisso conjunto de ambos os países em enfrentar a interferência estrangeira e proteger a integridade de suas instituições democráticas. O porta-voz ressaltou que a decisão pode criar um precedente preocupante e pediu ao Brasil que colabore com Washington para responsabilizar aqueles que ameaçam a segurança coletiva.
A decisão de expulsar Cherkasov foi publicada esta semana no Diário Oficial da União, conforme determinação do Ministério da Justiça. A expulsão ocorrerá ao final da pena de 15 anos que ele está cumprindo por uso de documentos falsificados, ou com autorização judicial para sua soltura antecipada.
Cherkasov está detido na Penitenciária Federal de Brasília desde o final de 2022, quando foi capturado após ser deportado da Holanda. A medida imposta pelo Ministério da Justiça também inclui uma proibição de retorno ao território brasileiro por um período de 30 anos, após sua expulsão.
A situação levanta questões sobre a segurança e a cooperação internacional em temas de inteligência, especialmente em um momento em que as relações entre Os Estados Unidos e a Rússia estão tensas. A postura do Governo Trump reflete a preocupação com a integridade das alianças e a proteção contra ameaças externas, colocando em evidência a importância da colaboração mútua entre nações frente a desafios globais.




