As forças militares dos Estados Unidos no Oriente Médio receberam, nesta quarta-feira, um reforço de uma dúzia de caças F-22, que foram deslocados de suas bases temporárias no Reino Unido para Israel. Esses caças são considerados um dos equipamentos mais avançados dos EUA, capazes de atacar alvos na terra e no ar sem serem detectados. As aeronaves participaram da Operação Midnight Hammer, que bombardeou instalações militares iranianas no ano passado.
Além dos F-22, a armada americana na região próxima ao Irã conta com dois porta-aviões, 13 contratorpedeiros e destroieres, além de três pequenas embarcações de combate e outros equipamentos da Aeronáutica. O Centro para Estudos Internacionais Estratégicos destaca que a atual frota da Marinha dos EUA é a mesma da Operação Raposa do Deserto, de 1998, que visou ataques contra o Iraque.
A Casa Branca, diante das ameaças, não apresentou uma explicação clara sobre a estratégia para um possível bombardeio e o plano pós-eventuais ataques. Militares do Pentágono tentam alertar o presidente sobre os riscos de um conflito prolongado com o Irã, mas não parecem obter resposta no Salão Oval.
Enquanto isso, delegações dos EUA e do Irã se preparam para uma nova rodada de negociações em Genebra. O governo Trump reafirma a necessidade de que o Irã encerre seu programa nuclear e desista de seu arsenal de mísseis balísticos. O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, expressou otimismo em relação às conversas, enfatizando a importância de superar o estado atual de tensões. Juntamente com o cerco militar, os EUA intensificaram a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções contra partes ligadas à produção de mísseis balísticos.




