O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou, nesta sexta-feira (10), um elogio à Argentina. Na publicação, destacou a postura do país sul-americano no contexto do conflito com o Irã, afirmando que "sabemos quem são nossos amigos".
A nota menciona a decisão do presidente Javier Milei, que classificou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como organização terrorista e expulsou o representante iraniano. O órgão americano expressou apreço pela firmeza da Argentina em sua posição contra o terrorismo e as ameaças oriundas do Irã.
A medida adotada pelo governo argentino se deu em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã e baseia-se em investigações judiciais que apontam o regime iraniano como responsável pelos atentados à embaixada de Israel, em 1992, e à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1994.
Com essa classificação, a Argentina poderá aplicar sanções financeiras e impor restrições operacionais à Guarda Revolucionária, buscando também proteger seu sistema financeiro de atividades ilícitas e honrar a memória das vítimas dos ataques terroristas em Buenos Aires.
Em março, o governo Milei declarou o representante iraniano Mohsen Soltani Tehrani como "persona non grata", após declarações consideradas ofensivas pelo regime iraniano. Tehrani deixou a Argentina no início deste mês, cumprindo o prazo estabelecido para sua saída.
Após o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, membros do governo argentino demonstraram disposição para apoiar militarmente os EUA, caso uma solicitação formal fosse feita. Em contrapartida, o governo Lula manifestou sua oposição à ofensiva militar dos EUA e de Israel, defendendo uma solução diplomática mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU).




