Na última quinta-feira (4), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, destacou que o governo americano tem exercido pressão sobre o Brasil, assim como outros parceiros comerciais, para evitar a implementação de impostos sobre Serviços Digitais. Durante uma audiência na Câmara dos Representantes, Bessent mencionou especificamente o Brasil ao discutir a abordagem de Washington em relação a iniciativas que, na visão dos EUA, afetam desproporcionalmente as empresas americanas de tecnologia.
"Estamos pressionando, seja na Europa, no Brasil, na Índia ou no Canadá, contra esses impostos sobre Serviços Digitais", afirmou Bessent. O secretário enfatizou que os interesses das companhias de tecnologia dos EUA são uma prioridade nas negociações comerciais com outros países. "Temos o maior ecossistema de tecnologia e inovação do mundo, e eles não podem tirar vantagem das nossas empresas", completou.
A declaração de Bessent ocorre em um contexto em que os EUA também anunciaram a possibilidade de novas tarifas sobre produtos importados do Brasil. No dia 1º de julho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu uma sobretaxa de 25% sobre uma lista específica de produtos brasileiros, com a implementação prevista para 15 de julho.
Além disso, no dia 3 de julho, o USTR anunciou uma proposta de tarifas de 12,5% sobre mercadorias do Brasil e de outros países, devido a insuficiências no combate à entrada de produtos fabricados com trabalho forçado no mercado americano. Essa medida será discutida em audiência pública marcada para o dia 7 de julho, em Washington. Após essa etapa, o governo americano decidirá se aplicará, modificará ou abandonará a tarifa proposta.
As ações dos EUA refletem uma crescente preocupação com as políticas tributárias de outros países, que são vistas como ameaças ao competitivo setor tecnológico americano. A movimentação do governo dos Estados Unidos sinaliza a intenção de proteger suas empresas em um cenário de comércio global cada vez mais desafiador.




