O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (15) a implementação de tarifas de 25% sobre importações de produtos brasileiros. A decisão vem após a ampliação da lista de isenções, que agora inclui aproximadamente 2,1 mil itens, entre eles terras raras, café e aeronaves civis. Esta nova tarifa entra em vigor na próxima quarta-feira (22).
A proposta inicial de tarifas foi divulgada em junho, quando o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a isenção de cerca de 1,5 mil produtos. Desde então, o órgão recebeu diversas manifestações, tanto contra quanto a favor da medida, e realizou audiências em Washington, que contaram com a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, justificou a ação afirmando que é fundamental proteger os interesses econômicos americanos contra práticas comerciais desleais. Greer mencionou que ações como a punção de empresas de tecnologia que não censuram discursos políticos e a exploração de terras desmatadas ilegalmente por agricultores brasileiros prejudicam os produtores americanos, dificultando o acesso a um mercado de mais de 210 milhões de consumidores.
Além disso, o Brasil enfrenta o risco de uma nova tarifa, já que o USTR sugeriu, em junho, uma sobretaxa de 12,5% não apenas ao Brasil, mas também a outras 59 nações. Essa medida é baseada em alegações de falhas no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado e escravo.
No ano anterior, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre as importações do Brasil. Contudo, a maior parte dessas tarifas foi suspensa devido à inflação dos alimentos nos EUA e a uma decisão da Suprema Corte americana, que apontou irregularidades no tarifaço global implementado por Trump em 2025. A situação atual exige que os dois países continuem as negociações para resolver os problemas identificados durante a investigação feita pelo USTR.




