Três esposas de pastores da Igreja Reformada de Maizhong, situada na província de Anhui, no leste da China, enviaram uma carta a representantes diplomáticos dos EUA e de países europeus. Elas solicitam que esses diplomatas acompanhem o julgamento criminal de seus maridos, acusados de realizar "reuniões ilegais" de cristãos.
As esposas, Xu Chao, Li Yunyan e Li Mei, dirigiram o apelo a pelo menos oito embaixadores e representantes em Pequim, pedindo que eles assistam às audiências programadas entre os dias 9 e 12 de junho no Tribunal Popular Intermediário de Fuyang. A intenção é que a presença dos diplomatas pressione o governo chinês a interromper a perseguição religiosa.
Os pastores Zhang Sen, Chang Shun e o ancião Ma Tao estão detidos desde 29 de junho de 2025, conforme informações fornecidas pela ONG cristã China Aid, com sede no Texas. Eles enfrentam acusações relacionadas à organização de reuniões ilegais, que incluem a celebração de casamentos e a acolhida de um homem após sua libertação da prisão, também por motivos religiosos.
Na carta, as esposas enfatizaram que a presença de representantes dos EUA e da Europa enviaria uma mensagem significativa em apoio à liberdade religiosa e ao Estado de Direito na China. No mês anterior, familiares dos pastores já haviam divulgado um apelo durante a visita do presidente Donald Trump ao país, buscando apoio internacional para a causa.
Após essa primeira tentativa de chamar atenção para o caso, Xu Chao relatou que pessoas não identificadas têm aparecido frequentemente em frente à sua casa, sugerindo que suas atividades diárias estão sendo monitoradas.
O apelo mais recente foi direcionado a vários embaixadores, incluindo David Perdue, dos EUA; Jorge Toledo Albiñana, da União Europeia; André Haspels, da Holanda; Patricia Flor, da Alemanha; Bertrand Lortholary, da França; Peter Wilson, do Reino Unido; Krystyna Marty, da Suíça; e Per Augustsson, da Suécia.




