O financiamento da saúde pública no Brasil é organizado por um modelo de gestão chamado tripartite, no qual a União, os estados e os municípios compartilham responsabilidades. Este modelo assegura a organização dos serviços de saúde, que vão desde vacinação e consultas básicas até atendimentos hospitalares de alta complexidade.
Os recursos são transferidos por meio do mecanismo denominado "fundo a fundo", onde o Fundo Nacional de Saúde repassa valores aos fundos estaduais e municipais. Esses fundos são utilizados para custear serviços, programas e ações de saúde, com o Governo do Estado desempenhando um papel central na distribuição e organização dos recursos.
Os investimentos em saúde abrangem diversas áreas, incluindo atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, serviços de urgência e emergência, consultas, exames e cirurgias, além de programas de vacinação e custeio de hospitais. Também são destinados à compra de medicamentos, manutenção das unidades e pagamento de profissionais de saúde.
Dados do RDQA indicam que, em 2025, Mato Grosso do Sul aplicou mais de R$ 2,95 bilhões em ações de saúde pública. Desse total, R$ 2,39 bilhões foram recursos próprios do Estado, representando 12,26% da receita estadual, superando o mínimo constitucional exigido. Esse investimento é considerado essencial para o funcionamento da rede de saúde e ampliação do acesso da população aos serviços.




