Nesta sexta-feira (10), uma enquete foi lançada para avaliar quem falhou na realização do primeiro grande show internacional em Campo Grande. As alternativas apresentadas são a "organização do evento" e o "órgão de trânsito". Os internautas também têm a possibilidade de comentar o assunto nas redes sociais.
Apesar das expectativas de um público recorde, a logística do evento do Guns N’ Roses, realizado no Autódromo Orlando Moura, enfrentou sérios problemas de acesso. A falta de rotas alternativas, falhas em pontos críticos da operação e a ineficiência da rodovia para suportar o alto volume de veículos resultaram em um colapso no trânsito, que começou cerca de quatro horas antes do show.
Equipes da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar, Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e Polícia Rodoviária Federal estiveram presentes na área, mas não conseguiram reverter a situação. Para muitos, a tarefa de chegar ao local do evento tornou-SE um verdadeiro teste de paciência e resistência física. Em algumas situações, motoristas e passageiros abandonaram seus veículos e seguiram a pé pela rodovia.
Aqueles que partiram antes das 16h conseguiram escapar dos maiores congestionamentos. No entanto, ônibus fretados também enfrentaram dificuldades, com passageiros descendo em trechos intermediários para continuar a pé. Foi registrado que coletivos que saíram por volta das 16h30 ficaram parados por várias horas.
Os congestionamentos chegaram a ultrapassar 14 quilômetros e, em determinados momentos, o tráfego ficou completamente interrompido. Um dos principais gargalos foi o viaduto que conecta a Avenida João Arinos à BR-163, que dá acesso à BR-262. Mesmo com estratégias de controle de fluxo, formou-SE um funil que concentrou um grande volume de veículos.
A situação foi ainda mais complicada pela presença de caminhões na rodovia. Embora houvesse restrições de tráfego para veículos pesados até as 22h, entre os quilômetros 233 e 328 da BR-262, carretas continuaram a circular normalmente pela área.




