O anúncio da saída dos Emirados Árabes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) foi recebido como um duro golpe para o cartel das grandes nações produtoras de petróleo. A redução de 13% na capacidade de produção da Opep, segundo dados da Agência Internacional de Energia, pode ser considerada uma vitória para o presidente dos EUA, Donald Trump.
A entrar do petróleo de xisto americano no mercado global já vinha mexendo com a zona de influência da Opep nos mercados. A saída dos Emirados Árabes representa agora uma redução de 27,5% na produção da Opep, segundo dados da Agência Internacional de Energia.
O conflito em andamento no Oriente Médio foi responsável por expandir ainda mais as divisões entre os países árabes que integram a organização devido aos ataques iranianos no Golfo Pérsico, que até o momento não receberam uma resposta conjunta dos países da região.
O país foi o mais afetado pelos ataques retaliatórios do Irã durante a guerra. O Irã lançou mais de 2.800 drones e mísseis contra o país, muito mais do que contra qualquer outro país do Golfo e até mesmo Israel.
A saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP+ pode levar outros membros a seguirem o exemplo na tentativa de romper com as restrições de produção do cartel. Robin Mills, CEO da empresa de consultoria Qamar Energy, sediada em Dubai, disse à emissora CNN que a decisão pode levar à ruptura de outros países com a organização.
Os Emirados Árabes Unidos uniram-se à Opep em 1967 por meio do emirado de Abu Dhabi e mantiveram sua adesão após a fundação do país em 1971.




