No domingo, 12 de abril de 2026, a Hungria realizará uma eleição parlamentar que pode mudar seu cenário político. O primeiro-ministro Viktor Orbán, que está no poder há 16 anos, enfrenta um forte desafio do opositor Péter Magyar, que lidera as intenções de voto em meio a um contexto de crises econômicas e denúncias de corrupção.
Péter Magyar, do partido Tisza, conta com cerca de 50% das preferências do eleitorado, enquanto Orbán, do Fidesz, aparece com 39%. Esta é a primeira vez em mais de dez anos que Orbán inicia um pleito em uma posição de desvantagem clara, apesar de ter um grupo de eleitores fiéis que frequentemente não SE manifesta nas sondagens.
Magyar, um advogado e ex-diplomata de 45 anos, tem uma longa história no círculo de Orbán. Ele foi casado com a ex-ministra da Justiça da Hungria e SE distanciou do governo após um escândalo envolvendo um indulto e acusou a administração de corrupção, além de usar aliados como bodes expiatórios para proteger o primeiro-ministro.
A eleição envolve a disputa por 199 cadeiras no parlamento. A oposição não apenas busca uma simples maioria, mas um total de 133 assentos, um número que permitiria a Magyar reverter profundas mudanças institucionais implementadas pelo Fidesz, como o controle sobre o judiciário e a mídia pública.
Orbán aposta em uma agenda conservadora, defendendo o controle das fronteiras e mantendo resistência às diretrizes da União Europeia, além de estabelecer relações com a Rússia. Em contrapartida, Magyar SE apresenta como conservador de centro-direita, prometendo combater a corrupção e restaurar a independência das instituições, além de procurar um realinhamento com a União Europeia, visando reduzir a dependência energética húngara da Rússia.
A eleição também tem implicações globais. Orbán recebeu apoio de Donald Trump, que prometeu fortalecer a economia húngara caso seu aliado vença, e também conta com o respaldo de líderes como Javier Milei e Vladimir Putin. A União Europeia observa atentamente, uma vez que uma vitória da oposição poderia encerrar anos de tensões diplomáticas entre Budapeste e o bloco europeu.




