O ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi agraciado com o Green Card, também conhecido como Cartão de Residência Permanente, pelo governo dos Estados Unidos. Com esse documento, Eduardo adquire direitos semelhantes aos de cidadãos norte-americanos, incluindo a possibilidade de residir permanentemente no país.
A concessão do Green Card ocorre em um contexto de relações tensas entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o presidente Donald Trump anunciou um aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, que chegará a 25%. Esta nova política tarifária entrará em vigor no dia 22 de julho e exclui produtos como etanol, carne bovina e café. A medida foi baseada na Seção 301, que investiga práticas comerciais brasileiras em diferentes áreas, como comércio digital e desmatamento.
Em uma conversa com jornalistas, Jamierson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), declarou que a investigação apontou que o Brasil implementou ações consideradas injustas para os interesses dos EUA. A situação ressalta a complexidade das relações bilaterais, especialmente em um momento em que Eduardo Bolsonaro enfrenta questões legais em seu país.
No dia 16 de junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A decisão foi unânime, com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alegou que Eduardo teria influenciado o governo dos Estados Unidos a adotar sanções e tarifas contra o Brasil, ações que visavam interferir nos julgamentos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro no STF.
Moraes, ao votar, enfatizou que não cabe a um deputado brasileiro fazer lobby no exterior contra seu próprio país, destacando que tal atitude não é prevista nas funções de um parlamentar, desde a Constituição do Império até os dias atuais. Com a concessão do Green Card, a possibilidade de Eduardo retornar ao Brasil para cumprir sua pena se torna ainda mais complicada, dado que ele agora possui o direito de residir nos Estados Unidos de forma permanente.




